pra mim, é meio difícil falar de sexo casual. fazer então, quase impossível. não que eu acredite naquela lenga-lenga de sexo só com amor [sem extremismos desnessessários...] mas o mínimo de intimidade é um requisito irrefutável. do tipo saber qual dos trapalhões era o seu favorito. daí que o final de semana se foi e eu perdi mais uma vez a oportunidade de ser um cara desencanado e curtir uma noite de sexo selvagem e orgasmos múltiplos. pensei muito e desisti no meio do caminha. porque não queria ninguém do meu lado quando amanhecesse. queria tomar café da manhã sozinho sem ter que olhar. praquela cara sorridente e apaixonada e eu, com minha xícara em punho, rezando pra hora de poder me afundar, sozinho, no sofá e assistir as duas temporadas que me restam pra terminar a maratona will and grace.
não gosto. não quero. e não vou fazer. difícil de entender? qual parte do ‘não’ você não entendeu?
por isso que vou morrer aqui. sozinho. solteiro. na punheta.
Escrito por pôlo às 17h56
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