o ano é 2003. e eu me lembro dessa cena: saí da aula de informática [pasmem, informática] e fui me sentar com ela no pavilhão-tablado que ficava no gramado do departamento de arquitetura. não é bem essa cena o que mais lembro. é a conversa que tivemos. ou melhor ainda, a sensação que nós dois compartilhávamos. de que tudo estava bem. de que naquele momento todas as peças do quebra-cabeça estavam encaixadas e a sensação de serenidade, de felicidade saía por cada poro do nosso corpo. hoje estamos separados, seguimos caminhos diferentes. e sempre acho estranho porque depois dessa conversa não me lembro de ter me sentido daquela forma novamente. estou feliz, claro. com o emprego. com meus amigos [amados!]. com meus rolos de balada. mas sabe aquela sensação de querer buscar algo lá dentro e, durante o caminho, ter certeza que você nunca vai encontrar? mas mesmo assim você [ou eu, no caso] não para de procurar? não quer parar de procurar?
ela é uma das amigas que mais amo no mundo, porque me ensinou a ver melhor as pessoas. a ter paciência para conhecê-las melhor e só depois ter uma opinião formada. claro que ela nem sabe o quanto fez minha vida mudar. uma fada ignorante, igual àquele filme. italiano. e ela vem pra cá neste final de semana, pra minha ceia de natal. porque a gente tem esse tipo de tradição e tal. de fazer uma ceia com os amigos e conversar a noite toda.
espero que a sensação volte junto com ela.
*alone | offer nissim - porque eu quero acreditar nisso.
Escrito por pôlo às 18h01
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